terça-feira, 25 de maio de 2021

Influenciadores digitais categoria que têm ditado o comportamento dos jovens das novas gerações

Nos últimos anos os jovens têm seguido cada vez mais os influenciadores digitais, mas quais os benefícios que essa prática pode trazer.

 

Por: Victor Hugo

 

Com a internet tomando cada vez mais força entre os jovens uma nova onda de pessoas surgiu, os influenciadores digitais. Entre as categorias, existem os influenciadores de moda, que ditam o que os jovens vestem, os influenciadores de músicas, entre outras subcategorias

Entre essas influências existem uma categoria de influenciadores que recomendam conteúdos como livros e estimulam a leitura dos jovens, prática que tem diminuído nos últimos anos.

 

Na internet muitas vezes o conteúdo é passado de maneira genérica para consumo rápido sem muita pesquisa ou com a intenção de agregar conhecimento a pessoa que está acompanhando o influenciador.

 

Mas existem alguns influenciadores que dedicam seu conteúdo para agregar conhecimento de certa forma a seus seguidores, como a recomendação de livros, “eu sigo vários influencers que na maioria das vezes curtem as mesmas coisas que eu. E nessas eles sempre estão indicando livros e dando um pequeno resumo de como o livro é mostrado as capas”. Falou a estudante de letras Amanda sobre como ela já foi influenciada para ler certos livros.

 

Essa influência pode ajudar que jovens possam se interessar mais pela leitura, alguns professores têm opiniões sobre como essa influência pode afetar os jovens “diversos alunos meus acompanham esses Youtubers e compram o que eles recomendam, eu vejo essa influencia tanto quanto prejudicial quanto benéfica já que muitas vezes eles podem acabar criando a prática de leitura porque esse influencer pode está lendo um livro no momento”. Acrescentou a professora de português Ana Cristina.

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sexta-feira, 14 de maio de 2021

Professores enfrentam dificuldades para realizar aulas online

Educação é uma das principais áreas afetadas pela pandemia de covid-19.

 

Por: Victor Hugo

 

Com aulas online acontecendo há mais de um ano, professores encontram dificuldades para manter essa rotina. A falta de equipamentos e os problemas com conexão são os fatores que mais afetam os profissionais de educação.

 

A pandemia de covid-19 trouxe aos professores questões que não eram importantes para a maioria nos anos anteriores, como a necessidade de equipamentos melhores, como computadores e câmeras, uma melhor conexão de internet, que pode ser um grande problema dependendo de onde o professor mora, além da dificuldade de tornar as aulas mais participativas para os alunos.

 

Além de problemas técnicos alguns professores enfrentam problemas com as aulas hibridas. “A grande dificuldade além da conexão é a aula híbrida, as aulas acontecem tanto presenciais quanto online ao mesmo tempo nesse processo se torna bastante difícil conciliar”, disse a professora Nayara Silva que dá aulas para o ensino infantil.

 

As aulas hibridas têm sido uma maneira de contornar a pressão dos pais para que os filhos voltem as aulas e as dificuldades financeiras que algumas escolas particulares têm passado.


O desemprego é outro fator que afetou os profissionais da educação durante esse período de pandemia a professora Ana Cristina fala sobre os problemas que enfrentou. “No início da pandemia fui mandada embora da escola em que trabalhava e durante esse último ano não consegui encontrar outra escola para dar aulas”, explica.  A profissional trabalhava na instituição há 5 anos.

 

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segunda-feira, 10 de maio de 2021

Dados apontam que “Kit Covid” não tem eficácia no combate da covid-19

 Medicamentos como cloroquina e ivermectina são recomentados e incentivados por representantes do governo mas não possuem eficácia cientificamente provada.


Por: Victor Hugo 


A justiça federal em São Paulo determinou na última sexta feira que o governo federal acabe com as campanhas de incentivo ao uso de medicamentos conhecidos como “Kit Covid”. Essa iniciativa tem a intenção de diminuir os números de pessoas que compram remédios sem eficiência contra a covid 19.

 

O “Kit Covid” tem é anunciado com a intenção de que sirva como tratamento precoce contra o corona vírus, suspostamente evitando que a pessoa se infecte com o vírus e como médica de tratamento após a pessoa ter sido infectada com o vírus. Mas é importante ressaltar que esses medicamentos não têm eficácia cientificamente provada contra a Covid-19.

 

Entre alguns medicamentos presentes no “Kit Covid” estão: Hidroxicloroquina, um dos mais anunciados de forma errada para o combate da Covid-19, Ivermectina, Azitromicina, Nitazoxanida, entre outros. Nenhum desses medicamentos tem sua eficácia comprovada contra o novo corona vírus e não devem ser utilizados em caso de sintomas da doença.

 

Em posicionamento a Sociedade Brasileiro de Cardiologia (SBC) afirmou ser contra o uso de cloroquina e outros remédios sem eficácia contra covid-19 "Com a posição clara de não indicação, as prescrições acabaram diminuindo e havia também uma questão logística difícil, ao imaginar que os pacientes contaminados deveriam fazer eletrocardiogramas em ambulatórios, o que poderia aumentar a circulação de pacientes infectados".

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sexta-feira, 30 de abril de 2021

Censo é mais uma vez adiado devido à corte de gastos no governo

Pesquisa seria inicialmente realizada em 2020, mas foi adiada pela pandemia de covid 19 e mais uma vez cancelada e sem nova data para sua realização.

 

Por: Victor Hugo


Na última sexta-feira (23) o secretário especial da fazenda Waldery Rodrigues informou que não aconteceria o Censo 2021 devido a cortes no orçamento sancionados pelo presidente Jair Bolsonaro.


Em relação a falta de verba para a realização do censo o secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia “não há previsão orçamentária para o Censo. Portanto, ele não se realizará em 2021. As consequências e gestão para um novo Censo serão comunicadas ao longo deste ano”. Essa decisão aconteceu após o corte de R$ 20 bilhões sancionadas no dia 22 pelo presidente Jair Bolsonaro

 

O Censo último censo aconteceu em 2010 e deveria ter ocorrido em 2020, mas foi adiado devido a pandemia de coronavírus e agora em 2021 foi adiado novamente por falta de verba pública, sem a realização da pesquisa a uma grande preocupação em relação as políticas públicas do país e cuidados com a saúde devido à falta de dados.

 

O censo consiste em uma pesquisa realizada a cada 10 anos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que consiste em uma coleta de dados sobre a população brasileira permitindo assim formar perfis socioeconômicos do país.

 

A pesquisa do IBGE se torna importante para a realização e manutenção de políticas públicas em todo o território nacional, o Censo tem a intenção de catalogar o nível de escolaridade, emprego, salário, número de familiares, entre outras informações.

 

Entre as políticas públicas que são afetas pela não realização do censo estão, planos de vacinação, detalhamento de população de risco, localização de pessoas em situações precárias e com falta de saneamento básico, identificação de áreas que necessitem de investimento prioritário como em saúde, educação, energia, entre outros.

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terça-feira, 27 de abril de 2021

Ministro Paulo Guedes alega que é impossível atender a demanda de saúde no País

Em declaração durante reunião do conselho de Saúde Complementar o ministro diz que população busque atendimento onde preferir


Por: Victor Hugo


Nessa terça-feira em reunião do Conselho de Saúde o ministro da economia Paulo Guedes falou que o estado quebrou e com a diminuição de recursos não será possível atender todas as demandas da área da saúde.


O ministro afirmou "Todo mundo vai procurar serviço público, e não há capacidade instalada no setor público para isso. Vai ser impossível". Nos últimos messes o estado tem passado por dificuldades para atender a demanda por leitos em hospitais públicos para atender toda a população devido a pandemia de Covid 19.


Mas de acordo com o ministro não foi a pandemia que afetou o funcionamento da saúde pública “o avanço na medicina” e “o direito á vida” disse o ministro. 

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sexta-feira, 16 de abril de 2021

Conheça os tipos de máscaras que combatem o novo coronavírus

 

As máscaras têm se mostrado a melhor maneira de se proteger contra a covid-19, mas é importante entender quais são as melhores máscaras

 

Por: Victor Hugo


No mês de abril, o Brasil passou pela pior fase da pandemia até hoje, batendo um recorde de 4.250 mortes. A vacinação continua avançado, mas o uso de máscaras se mostra parte de um conjunto de medidas para se proteger contra a covid-19.

 

Qual máscara é a melhor para o uso? Qual o melhor material? Quanto tempo cada máscara pode ser utilizada?

 

Nos tempos atuais, as respostas das autoridades sanitárias variam de país para país, situação em situação. Embora essa diferença de políticas exista, pesquisas e cientistas apontam que as melhores máscaras para o uso pessoal são os modelos PFF2 e N95 ou modelos equivalentes em grau de proteção.

 

Mas afinal o que é uma PPF2 e N95?

São modelos de máscaras que seguem padrões e normas estabelecidas por órgãos sanitários, garantindo o nível de proteção o mais alto possível, o que não acontece com as populares máscaras de tecido, já que é impossível controlar e criar um padrão para essas máscaras. A máscara PFF2 possui uma filtragem de partículas de 94%. Já a máscaras N95 possuem 95%.

 

Porém as máscaras N95 não são encontradas no Brasil já que esse modelo é padrão dos Estados Unidos, o modelo padrão brasileiro é a PFF2.

 

Existem também os modelos de máscaras PFF2 com válvulas, porém a Anvisa proibiu o uso desse padrão, uma vez que essa válvula diminui a eficiência da máscara. Mas em casos em que a pessoa ainda assim queira utilizar esse modelo é recomendado o uso de uma segunda máscara cirúrgica por baixo criando uma segunda camada de proteção, mas que mesmo assim não é muito recomendado usar dessa forma.

 

Os modelos de máscaras PFF2 podem ser usadas de 4 a 6 horas se não forem molhadas durante o uso, além disso elas podem ser reutilizadas depois de um período de descanso de ao menos 2 dias em um local arejado e sem contato direto com o sol e pode ser usada até 5 vezes. Também não podem ser lavadas com água e sabão ou álcool em gel.

 

Mas isso não quer dizer que as máscaras cirúrgicas e as de tecido não têm mais utilidade as duas ainda funcionam em situações em que a pessoa não irá pegar um transporte público ou frequentar locais fechados. Elas podem ser usadas para passeios no parque, caminhadas em volta do quarteirão. Em situações de ambientes fechado a melhor recomendação ainda é o uso da PFF2.

 

 


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sexta-feira, 9 de abril de 2021

Com avanço da pandemia medidas de distanciamento social e de segurança devem ser reforçadas

 Mais de 20 milhões de brasileiros foram imunizados contra a Covid 19 no Brasil segundo a secretária da saúde


Por: Victor Hugo 


Na última segunda feira (5), a vacinação contra a covid 19 foi ampliada para pessoas com 68 anos ou mais, já presentes nessa lista estavam profissionais da saúde com 50 anos ou mais, pessoas em situação de rua, indígenas e quilombolas, entre outros grupos. Todos podem ser conferidos no site da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

 

A aplicação da vacina acontece em Amas (Assistência Médica Ambulatorial) e Ubs (Unidade básica de saúde), Centros escolas, a Secretaria Municipal da Saúde recomenda que seja realizado o pré-cadastro pelo site Vacina Já, para que assim seja agilizado o atendimento e evitando aglomerações nos locais de vacinação.

 

É importante ressaltar que mesmo após receber a primeira ou segunda dose da vacina contra a covid 19, não importando qual seja, devem ser mantidos todos os cuidados para se evitar o contágio. A auxiliar de enfermagem Marília Roque reforça os cuidados que devem ser mantidos após a vacinação. “Para ser mantida a prevenção de infecção da covid 19, a pessoa precisa manter o uso de máscara, distanciamento social e uso do álcool em gel”. Essas medidas devem ser mantidas para evitar que a pessoa vacinada acabe se infectando com o novo corona vírus ou acabe infectando outras pessoas.

 

Na hora da aplicação da vacina podem ser tomados alguns cuidados para garantir que ela seja realmente aplicada de forma segura, “Pode filmar a vacinação, pode solicitar que o profissional de enfermagem realize a aspiração do conteúdo na frente do paciente... pode solicitar que o profissional de enfermagem mostre a seringa com líquido antes de ser injetado e após mostrar a seringa vazia sem líquido”. Essas medidas são importantes para garantir que a dose seja realmente aplicada e de maneira correta.

 

Para informações como o seu local de vacinação e datas acesse o site ou aplicativo, conecte sus e realize o cadastro, assim você ficara por dentro das
principais notícias e atualizações da vacinação contra a covid19.

 

Os horários de atendimento:

 

UBS segunda a sexta das 7h às 19h

 

Amas/Ubs de segunda a sábado Integradas 7 às 19h

 

Centros-Escolas segunda a sexta das 8h às 17h

 


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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Diminuição nos testes de Covid preocupa especialistas

Segundo dados do Ministério da Saúde, testes para o novo coronavírus sofreram uma queda pelo segundo mês consecutivo


Livia Alves

O teste do tipo RT-PCR tem como objetivo identificar pacientes com infecção recente, de modo que facilite rastrear e iniciar as medidas necessárias como o isolamento do paciente para tratar da doença. E para iniciar o isolamento de pessoas que entraram em contato com a pessoa infectada, limitando assim a propagação da doença.


Essa diminuição, registrada em outubro deste ano, tem preocupado especialistas que afirmam que o País se encontra em momento delicado em que os testes deveriam ser aumentados, levando em consideração a descoberta de que o vírus se espalha pelo contato nos primeiros dias de sintomas.

De acordo com o enfermeiro Patrick Zipperer Janckowski, a diminuição dos testes atrapalha a busca por soluções adequadas para controlar o contágio, “Com a quantidade de teste diminuindo, não podemos fazer um controle epidemiológico adequado, ou seja, não conseguimos ter um controle real dos casos ativos e traçar estratégias para o controle da pandemia.”, afirma Janckowiski.

O biomédico Henrique Trindade observa outro fator de risco quanto a redução de testes tipo RT-PCR: as pessoas assintomáticas. “O vírus possui uma considerável taxa de casos assintomáticos, ou seja, há a presença de vírus no corpo, porém não há presença de sintomas clínicos aparentes. Ainda assim, essa pessoa pode transmitir ele (o vírus) através dos fluídos. (...) O método RT-PCR é um teste molecular que usa desses dados para identificar o RNA (Ácido Ribonucleico) do vírus nas células do indivíduo através da coleta de SWAB (aquele cotonete que usam pra fazer coleta no fundo do nariz) da região nasofaringe, ou seja, onde o vírus costuma estar presente em maior quantidade em nós humanos.”, comenta Trindade.

Apesar de poderem usar dos sintomas para rastrear o contágio, o teste facilita o processo e diminui a margem de erro. Segundo o Biólogo Vinicius Rodrigues de Lima, a cidade de São Paulo tem se tornado um alvo de preocupação, “São Paulo não apenas é a maior e mais populosa cidade do país, como também é o principal epicentro. As medidas tomadas no início da pandemia não evitaram o montante de dezenas de milhares de mortos pela Covid, quase 50 mil nesse momento, mas evitaram o colapso do sistema de saúde no Estado, e isso com toda certeza evitou um número muito maior de mortos até agora. O problema é que com uma doença tão rápida, os cientistas e profissionais da saúde precisam ser tão rápidos quanto para o combate eficiente. (...) Na prática, a falta desses dados enfraquece todo o estudo estatístico em cima de como a cidade está reagindo a infecção, quais os caminhos que o poder público deve tomar para frear a contaminação, o que fecha e o que abre, como abre, quais medidas tomamos”, afirma Lima. 



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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Queda nas vacinas pode trazer riscos à população

 Além da poliomielite e do sarampo, outras doenças podem ressurgir por conta da baixa cobertura vacinal


Por Monique Soares,

No Brasil, vem se observando uma constante queda nas coberturas vacinais nos últimos cinco anos, o que tem preocupado autoridades em saúde. Segundo especialistas, a baixa adesão às vacinas pode contribuir para o reaparecimento de doenças que até então estavam erradicadas ou controladas, entre elas o sarampo e a poliomielite.

Em 2016, o Brasil obteve pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS) a certificação de país livre do sarampo. No entanto, em março de 2019, perdeu o certificado após registrar surtos em três estados brasileiros. Já em relação à poliomielite, o último caso registrado foi em 1989, mas especialistas temem o retorno da doença. “Nós tínhamos praticamente erradicado a poliomielite. (...) Agora, nós estamos fazendo a vigilância novamente, porque caiu a quantidade de crianças imunizadas”, explica a médica pediatra e diretora do curso de medicina da Universidade Santo Amaro (UNISA), Jane de Eston Armond.

Dados preliminares das Secretarias Estaduais de Saúde revelam que 6,3 milhões de crianças não receberam a vacina contra a paralisia infantil neste ano, ficando abaixo da meta de imunizar 11,2 milhões do público-alvo (crianças de 1 a 5 anos de idade incompletos). Já o sarampo, apenas 13% do público-alvo (população de 20 a 49 anos) foi vacinado contra a doença em 2020. Além disso, até setembro deste ano, foram registrados 7.118 casos e cinco mortes por sarampo no Brasil, segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

O PNI também informou, em outubro deste ano, que o país não bateu meta para nenhuma vacina em 2019. De acordo com a médica infectologista, Erika Ferrari, existe alguns fatores que podem explicar a queda contínua nas coberturas vacinais. “É um conjunto de fatores: a presença de um movimento anti-vacina crescente em todo o mundo, a disseminação de fake news, medo de reações adversas, a sensação de segurança no que diz respeito a eliminação de doenças - baixa percepção de risco da população sobre enfermidades erradicadas - e as dificuldades no acesso aos imunizantes nos postos de saúde”, afirma. A infectologista também acrescenta que a pandemia do novo coronavírus contribuiu ainda mais para intensificar a queda de taxas de imunização no Brasil. “Com o isolamento social e o medo de comparecer aos serviços de saúde na pandemia, a cobertura vacinal em 2020 está muito mais abaixo da meta, com algumas vacinas do calendário básico do Programa Nacional de Imunizações não atingindo metade do público-alvo”, explica.  

Sobre o fato das crianças estarem em casa na pandemia, o que pode promover uma proteção mesmo sem vacina, Ferrari diz que as chances de contrair a doença ainda existem. “Isso pode gerar uma falsa sensação de proteção, pois os pais saem de casa e caso não tenham sido vacinados, podem levar a doença para os filhos. Por exemplo, o público-alvo para vacinação contra o sarampo são pessoas adultas com idade entre 20 e 49 anos”, explica. “Uma pessoa com sarampo chega a infectar até 18 pessoas, dai a necessidade de vacinação em massa, pois o sarampo é altamente contagioso e pode evoluir de forma grave”, alerta.

Além do sarampo e da pólio, a infectologista também afirma que a baixa cobertura vacinal pode fazer com que outras doenças ressurjam. “A rubéola está incluída nas doenças com risco eminente de ressurgimento caso o número de vacinação continue a diminuir, já que a vacina contra o sarampo está incluída na chamada tríplice viral, que engloba além do sarampo, a caxumba e a rubéola”, explica. “O maior risco para a rubéola ocorre com as mulheres grávidas, já que o vírus pode ser transmitido para o feto causando complicações como surdez, malformações cardíacas e lesões oculares”, alerta.

Para que a população volte a ter consciência sobre importância da imunização, a pediatra Jane de Eston diz que o Estado deveria investir mais em educação em saúde. “A coisa mais importante que nós temos para evitar o adoecimento é a educação em saúde. E a educação em saúde você faz através de campanhas, de publicações, da mídia que pode soltar vários alertas, vários informes e vários esclarecimentos”, explica. “É muito mais barato educar do que combater as doenças depois”, afirma.

Ainda segundo a pediatra, as vacinas são importantes para o bem de toda a população. “Se eu me contaminar, eu posso contaminar o próximo. É uma questão de cidadania você preservar a sua saúde e preservar a saúde do próximo. (...) A vacina é uma das coisas mais importantes para que você possa garantir que não tenha uma série de doenças”, afirma.


Infográfico: Monique Soares

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Governador de São Paulo anuncia recuo na quarentena

 João Dória (PSDB) anunciou nesta segunda (30) o recuo da fase verde para a fase amarela do Plano São Paulo


Por: Livia Alves

Um dia após o segundo turno das eleições municipais vencidas por Bruno Covas (PSDB), o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), anunciou em coletiva o recuo na fase de bandeiras do Plano São Paulo em todas as regiões do estado.

A cidade que estava na fase verde do isolamento, agora, retorna a fase amarela. Segundo o governador, a fase amarela não fechará comércios, porém, o funcionamento ficará limitado a 40%, podendo ficar aberto dez horas por dia.

O Plano São Paulo, que é divido em 5 bandeiras, retorna da quarta para a terceira fase. As diferenças entre a fase amarela (3ª) e a fase verde (4ª) são a redução do tempo de atendimento comercial, que vai de 40% para 60%, com a diminuição na flexibilização.

A mudança das bandeiras não afeta o cronograma de volta às aulas, o Estado mantém as salas de aula com 35% da quantidade de alunos com exceção da capital paulista que só permitirá 20% de ocupação. Para academias, o funcionamento ficará restrito à 30% da capacidade do espaço, podendo estar aberta por 6h diárias com aulas individuais.

Durante a coletiva, Dória faz um apelo e pede paciência para a população e conscientização dos jovens, “A você que está na sua casa nos assistindo nesse momento, nos ajude. Até a chegada da vacina e a imunização dos brasileiros precisamos ter cautela, paciência, resiliência e compreensão, e muita orientação principalmente aos mais jovens para que, por favor, evitem aglomerações, por favor, usem máscaras, por favor, lavem as suas mãos e compreendam que a Covid-19 não foi embora, o vírus ainda está presente, e o vírus mata.”, alerta o Governador.

Apesar da fala de Dória em coletiva afirmar que a cidade tem se prevenido desde março com o Plano São Paulo, o biomédico Henrique Trindade afirma que a capital, em nenhuma fase das bandeiras, teve um isolamento adequado, “São Paulo não parou como outros países em nenhum momento. Na Alemanha, se você saísse de casa sem motivo recebia uma multa de 5 mil euros. Nossa quarentena deveria ter durado 15 dias, de forma rígida e ponto. Não esse vai e vem de hoje (...) Nossa dívida interna já está em mais de 90% do PIB e o pessoal hoje pensa em saúde com o pé na economia.”, comenta.

O Biólogo Vinicius Rodrigues de Lima comenta o receio de uma piora no cenário nacional. “Estamos em uma tendência de aumento no contágio que se perder o controle vira uma segunda onda pior que a primeira.”, diz.

De acordo com o enfermeiro Patrick Zipperer Janckowski, a reabertura dificultou a situação, “O sistema aparenta uma espécie de colapso. Voltamos a abrir UTI que haviam sido fechadas. Meu complexo hospitalar conta com 89 leitos dos quais cerca de 65 já foram ocupados. Tenho paciente que mente sobre não ter contato com a covid para fazer cirurgia e isso põe em risco a vida deles e dos outros.”, lamenta.

Ao final da coletiva, o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), afirma que a próxima classificação do plano São Paulo será realizada no dia 4 de Janeiro de 2021.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Novembro azul: homens deixam de ir ao médico na pandemia

 Em função da Covid-19, público masculino tem deixado de fazer consultas regulares ou tratamento médico, o que pode ter impacto no diagnóstico de câncer de próstata


Monique Soares,

Uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em outubro deste ano, mostrou que 55% dos homens acima dos 40 anos deixaram de fazer alguma consulta ou tratamento médico por conta da pandemia da Covid-19. Esse dado pode ter impacto, por exemplo, no diagnóstico de câncer de próstata, que é o tumor mais frequente entre a população masculina.

Ainda de acordo com os dados da SBU, 57% desse grupo acima dos 40 anos afirmaram ter percebido um impacto negativo na saúde neste período de pandemia, enquanto 9% consideraram que a saúde estaria pior do que antes.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que 65.840 novos casos de câncer de próstata surjam em 2020 no Brasil, com 15.576 mortes relacionadas. “O homem historicamente já não é muito afeito a fazer exames de rotina. Ele já tem uma dificuldade, que tem melhorado ao longo dos anos. Mas ele ainda é bem mais resistente do que as mulheres. Então, se a gente somar isso, que já acontece de maneira rotineira, com o fato de que a pandemia inibiu mais ainda os homens de ir ao médico, temos um problema grande para resolver nos próximos meses”, afirma o médico urologista Dr. Luis Cláudio Heitzmann.

Segundo o urologista, a realização dos exames de rotina para diagnóstico de câncer de próstata é extremamente importante para que a doença seja descoberta ainda em fases iniciais, o que pode aumentar as chances de cura. “Quando você faz um diagnóstico precoce, você pode também fazer um tratamento precoce. E as chances de cura são muito altas. O câncer de próstata tem uma característica que, na maior parte das vezes, ele é um câncer de crescimento lento. Então se a gente consegue pegar ele nas fases iniciais, e empregando o tratamento correto, conseguimos praticamente curar a pessoa”, afirma Heitzmann.

Em relação aos sintomas, o urologista explica que o tumor da próstata não costuma apresentar sinais quando está em estágio inicial. “O câncer de próstata, em geral, nas fases iniciais, ele é silencioso. Por isso a gente pede para o paciente ir rotineiramente ao urologista, uma vez ao ano, independentemente de sintomas. (...) Quando o paciente tem sintomas e descobre que é o câncer de próstata que está causando esses sintomas, normalmente é quando a doença já está no estágio mais avançado”, explica.

Heitzmann também alerta sobre os hábitos que podem ajudar a prevenir o câncer de próstata. “Alimentação saudável, evitar a obesidade e combater o sedentarismo - é importante manter práticas de atividade física regulares, porque isso vai ter impacto na evolução do câncer de próstata. Evitar vícios, como álcool e fumo, que podem atrapalhar e aumentar os riscos de câncer de próstata”, explica o urologista. “Prestar a atenção nos fatores que a pessoa já pode ter com relação a ser negro, porque quem é negro tem uma predisposição maior a desenvolver o câncer de próstata. E aqueles homens que tem familiares de primeiro 1º grau com o câncer de próstata na família, como pai, tio e irmão”, alerta o médico.

Para conscientizar sobre a campanha do Novembro Azul, a Universidade Santo Amaro (UNISA) realizará palestras e ações sociais como forma de alertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Dentre as atividades que a Universidade promoverá, estão:

  • Ciclo de palestras online;
  • Distribuição de folders aos pacientes na UBS Jordanópolis, em São Paulo;
  • Postagens no Instagram Stories (@unisaoficial);
  • Distribuição de fitas azuis para os colaboradores da Instituição;
  • Participação dos professores e coordenadores, com a disponibilização de slides alusivos à causa da campanha. 



Infográfico: Monique Soares



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segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Músicos retomam as atividades em São Paulo

 Com a reabertura parcial dos estabelecimentos, artistas rua, em geral, retomam aos poucos o dia a dia


Por: Livia Alves

Devido ao isolamento social causado pelo Coronavírus, diversos artistas como músicos ficaram desamparados sem sua forma principal de renda. Com a cidade de São Paulo entrando em fase amarela, e aumentando a circulação de pessoas sobretudo no centro da cidade, alguns desses músicos passaram a reocupar seus pontos de shows e busca por retomar essa renda perdida.

A cantora e editora Nega Preto NP comenta sobre a quarentena ter afetado sua renda. “Os shows eram o que me garantia algum retorno, mesmo que vendendo CD's. É raro ter algum evento que possa ‘rolar’ sem aglomeração contratando artistas menos consolidados na cena nacional. Sobraram pouquíssimas coisas e o auxílio (emergencial) veio a ser bem útil”, afirma NP. A cantora também fala sobre como isolamento social proporcionou um novo público, porém, não é o suficiente para complementar a renda. “Felizmente ainda rolam alguns (eventos) online, mas nem todos remunerados. O lado bom foi que isso trouxe um grande público para acompanhar as redes sociais e plataformas digitais”, destaca.

O cantor Vinidarima afirma que antes da pandemia sua remuneração vinha de suas apresentações em trens e metrôs. “Antes eu tirava só uma renda com isso, hoje vivo, sobrevivo e existo por e com música. Em relação a antes da quarentena, ainda está escasso, mas acho que em comparação, hoje em dia o movimento é maior de desde o começo (do isolamento social)”, explica.

Diferente do Vinidarima e da cantora Nega Preto, Luz começou sua carreira musical durante a pandemia. “Comecei a me apresentar na quarentena, depois da flexibilização, nos metrôs de São Paulo. Agora que sobrevivo da arte (...). Por ter começado a cantar durante a quarentena, não vi muita coisa, mas cantar de máscara é incômodo, não poder ver o sorriso das pessoas é incômodo”, diz Luz.

Apesar da mudança beneficiar este grupo que tem sofrido com a falta de trabalhos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) continua a afirmar que o isolamento social é necessário. A prática de cantar e tocar instrumentos dentro dos metrôs e trens, apesar de não permitida pelo governo, são muito comuns na cidade de São Paulo.


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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Pandemia afeta saúde mental dos empreendedores

 

Estudo feito pela consultoria Troposlab, em parceria com a UFMG, aponta que os níveis de estresse, ansiedade e depressão de empreendedores foi parecido com os de profissionais de saúde

Monique Soares,

Assim que a pandemia da Covid-19 chegou ao Brasil, empreendedores precisaram se reinventar e estabelecer novas estratégias em tempo recorde para dar continuidade aos negócios. No entanto, esse processo de adaptação ao novo cenário trouxe ainda mais pressão e incerteza no empreendedorismo, o que resultou em uma mescla de estresse, ansiedade e depressão.

É o que apresenta a pesquisa realizada pelo núcleo da consultoria Troposlab, empresa especializada em inovação, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo, pioneiro no Brasil, teve a participação de 653 empreendedores de quase todos os estados brasileiros entre 4 e 25 de junho.

No levantamento foi observado que 51,1% dos empreendedores tiveram a vida afetada pela pandemia, enquanto 24,9% disseram que a vida foi muito afetada nesse período. Em relação à necessidade de acompanhamento e cuidados com a saúde mental e início do uso de medicamentos, como antidepressivo, ansiolítico ou ambos, foi relatado uso por 15,16% dos entrevistados.

O relatório de pesquisa também apontou que as mulheres apresentaram maior intensidade de sintomas para ansiedade (28,5%) e depressão (10,4%) quando comparadas aos homens (22,2% de ansiedade e 3,4% com depressão). Segundo a pesquisadora da Troposlab e que está à frente do estudo, Marina Mendonça, o grupo de mulheres é diferente do grupo de homens para a população de empreendedores quando se trata de sofrimento mental. “O que a gente encontrou no estudo para os empreendedores é uma confirmação de que há realmente essa diferença. Existe a necessidade de novos estudos, de investigar mais profundamente, mas uma hipótese para esse momento é que de fato as mulheres acumulam mais atividade. Então talvez o ambiente para as mulheres seja um pouco mais estressante, ele tem mais pressão, ele tem mais acumulo de tarefas. Talvez seja uma jornada de trabalho mais extensa”, explica.

Já em relação à existência de diagnósticos de ansiedade ou depressão, atribuído por um profissional de saúde, ao longo da vida, 13,8% dos empreendedores respondeu que sim para depressão e 50,7% para ansiedade. Ainda segundo o estudo, os estados de São Paulo, Goiás e Distrito Federal foram os que mostraram maior frequência em sintomatologia alta, o que poderia apontar para níveis de sofrimento psicológico mais alto.

Para realização do estudo, os pesquisadores utilizaram como base o teste DASS-21 (que mede os níveis de ansiedade, estresse e depressão) e observaram que tanto os empreendedores quanto os profissionais da saúde apresentaram resultados e níveis de sofrimento mental semelhantes no período de pandemia.

A pesquisa também apresentou pontos sobre a percepção de incerteza dos donos de negócio com o cenário pandêmico. Segundo o relatório, cerca de 45,5% dos empreendedores concordam totalmente com a afirmativa de que a pandemia deixou o ambiente mais incerto para o seu negócio. Já sobre a capacidade para lidar com as incertezas, 23,7% dos empreendedores concordam totalmente que as possuem, enquanto 47,9% concordam apenas parcialmente. A pesquisadora Marina Mendonça explica que é necessário que os empreendedores busquem novos conhecimentos para o negócio durante o período de pandemia. “É importante que ele [empreendedor] entenda a necessidade de buscar ajuda, de buscar apoio, de estudar, de buscar curso, de buscar orientações e consultorias. Existem coisas acontecendo, inclusive gratuitamente, fornecido muitas vezes até mesmo pelo SEBRAE. Então ele precisa acessar a sua rede nesse momento e buscar ajuda. (...) Isso vai de fato ajudar para que ele se sinta um pouco melhor do ponto de vista psicológico e do ponto de vista de saúde mental”, explica Marina Mendonça.



Infográfico: Monique Soares


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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Câncer de Mama atinge população masculina

 

Apesar de raro, Instituto Nacional de Câncer afirma que homens também correm risco de contrair a doença


Por Livia Alves

O câncer de mama é uma doença que atinge em sua maioria mulheres. Porém, apesar de raro, pode ser tão fatal para homens quanto para mulheres.

A doença em homens é tão rara que, de acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), nem entra na estimativa. Segundo a pesquisa de 2018, o número de mortes por câncer de mama no Brasil foram de 17.763, sendo 17.572 em mulheres e 189 em homens. O INCA também coloca como possíveis fatores de risco, os genéticos e hereditário, reforçando a importância do conhecimento de risco sobre o câncer e a necessidade do exame de toque independente do gênero.

A auxiliar de enfermagem Larissa Calouro Pachioni explica o que é o que pode causar a doença “O câncer de mama é um tumor maligno que tem uma taxa de grande crescimento e que pode se espalhar facilmente para outros órgãos e regiões do corpo. No caso masculino, o diagnóstico é feito com base no histórico familiar, nos exames de imagem, sangue, exames físicos e biópsias. Como o homem possui menos tecido mamário, é mais fácil observar e sentir as pequenas massas” afirma Larissa.

A auxiliar de enfermagem explica que os pacientes submetidos à mastectomia não são imunes ao risco. “Mesmo após a retirada total das mamas existe a chance de desenvolver (o câncer de mama) e se já tiver casos confirmados na família, a predisposição é de 10%.” diz. 

De acordo com o enfermeiro Patrick Zipperer Janckowski, os dados podem ser contaminados pela falta de conhecimento do risco entre os homens “Os homens tem pouco conhecimento sobre a doença, e isto está ligado principalmente a forma como a sociedade molda o indivíduo, pois desde criança aprendemos que câncer de mama é coisa de mulher, homem não deve se preocupar com a saúde. Porém, não é esse o caso, pois ambos os sexos possuem tecido mamário, porém em diferentes quantidades”, explica o enfermeiro.

Patrick também fala sobre os sintomas da doença e reforça a necessidade de buscar auxílio médico, “O que não pode acontecer é a pessoa perceber e demorar para ir ao médico. Qualquer alteração percebida deve ser comunicada ao médico para melhor investigação”, complementa Janckowski.




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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Mulheres prolongam mamografia na pandemia

Devido ao cenário pandêmico, mulheres deixaram de realizar exames preventivos para não recorrer às unidades de saúde, o que não é indicado pelos especialistas

 

Monique Soares,

Todos os anos a campanha Outubro Rosa tem por objetivo reforçar a importância do autoexame e da prevenção contra o câncer de mama. No entanto, um fator tem chamado à atenção: a diminuição do diagnóstico da doença. Segundo um levantamento feito pela Fundação do Câncer, com base nos dados do Sistema Único de Saúde (SUS), houve uma queda de 84% nas mamografias realizadas no Brasil durante a pandemia da Covid-19.

O número de mamografias feitas até julho de 2020 foi de 1,1 milhão, enquanto nos mesmos períodos de 2018 e 2019 foram 2,1 milhões. De acordo com a pesquisa elaborada pelo IBOPE Inteligência, a pedido da farmacêutica Pfizer, cerca de 62% das mulheres deixaram de ir ao ginecologista ou ao mastologista devido ao atual cenário mundial. Entre as que têm 60 anos ou mais e que fazem parte do grupo de risco, a porcentagem é ainda maior: 73% disseram estar à espera do fim da pandemia para retomar as consultas médicas e fazer exames de rotina.

Apesar do contexto pandêmico, especialistas da área orientam que a rotina de prevenção deve ser mantida pelas pacientes. Segundo a médica oncologista e coordenadora da oncologia mamária e torácica do Hospital São Camilo e Instituto Emunah, Bruna Zucchetti, seguir com os exames contribuem para o diagnóstico precoce do câncer de mama, o que também pode favorecer no tratamento da doença. “Se a gente conseguir diagnosticar mais precocemente, nós conseguimos fazer uma cirurgia menor, sem a necessidade de fazer uma mastectomia, que retiraria a mama toda. E em alguns casos, quando a gente consegue diagnosticar muito cedo, nem precisa de quimioterapia, por exemplo. Então o tratamento ficaria muito mais simples, trazendo menos atrocidade e menos morbidade à paciente”, explica.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que o câncer de mama deva atingir 66.280 mulheres em 2020. É o tumor mais incidente entre as mulheres do mundo todo. Ainda de acordo o órgão, cerca de oito mil casos será em pacientes com menos de 40 anos, o que equivale a mais de 12% do total. “A recomendação do Ministério da Saúde é que todas as mulheres acima dos 40 anos façam uma mamografia anualmente. Como a gente tem visto muitos casos de câncer de mama em mulher mais jovem, a gente vê isso no consultório e vê que realmente aumentou nos congressos de medicina de oncologia, se puder já fazer ultrassom seria bom porque a mulher mais jovem tem a mama mais densa, então é pior a mamografia. O ideal é fazer a mamografia junto com o ultrassom. Então se puder aos 35 anos já começar a fazer anualmente o ultrassom e a mamografia seria melhor”, explica a oncologista.

Embora o autoexame da mama seja considerado importante para o autoconhecimento do corpo e para a detecção de nódulos, a médica Bruna Zucchetti diz que ele não elimina os exames com os profissionais. “O autoexame é importante e até incentivado para que as mulheres se apalpem e se toquem para ver se teve algo que surgiu entre os exames de rotina que se faz anualmente, porque eventualmente pode surgir o que a gente chama de tumor de intervalo, que é aquele tumor que surge entre um exame e outro. Agora esse exame não tem a capacidade de excluir o exame de imagem. Então é preciso fazer os exames”, afirma.

Zucchetti afirma que o câncer de mama não tem uma causa única. Segundo a oncologista, vários fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença. “O câncer de mama tem diversos fatores. 15% dos fatores tem uma causa genética associada, que é uma mutação genética, mas os outros 85% ou 90% não tem uma causa associada”, explica. “A gente sabe de alguns fatores que aumentam as chances, que é bebida alcoólica, tabagismo, o fato das mulheres menstruarem muito cedo, não terem filho ou terem filho muito tarde. Não amamentar aumenta a chance, que a gente sabe que a amamentação é um dos fatores de proteção para o câncer de mama, e a obesidade também é um fator de risco”, detalha.

A médica oncologista reforça que é preciso a realização dos exames preventivos do câncer de mama e que os hospitais estão preparados para receber às pacientes, mesmo em época de pandemia. “É necessário fazer os exames (...). Já está seguro em fazer os exames nos hospitais. Os hospitais, pelo menos os daqui de São Paulo, criaram fluxos independentes dos pacientes com e sem a Covid-19. Então os pacientes que não tem suspeita do coronavírus e que iriam para o hospital só para fazer o exame de rotina, eles não acabam entrando em contato com os pacientes que possuem o vírus”, explica.

Para conscientizar sobre a campanha do Outubro Rosa, a Universidade Santo Amaro (UNISA) realizará palestras e ações sociais como forma de alertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Dentre as atividades que a Universidade promoverá, estão:

  • Decorações e informativos (panfletos) na UBS Jordanópolis, em São Paulo;
  • Palestras online que serão ministradas pelo curso de Educação Física no Programa de Alianças para a Educação e a Capacitação (PAEC);
  • Dicas de nutrição no Instagram Stories (@unisaoficial) e também vídeos no IGTV sobre como fazer exame em casa nas cadelas;
  • Pet Day: exames e orientações gratuitas para cadelas e gatas, que serão realizados no Hospital Veterinário da UNISA (HOVET), Rua José Portolano, 57 – Jardim das Imbuias (SP), dia 29/10 das 9h às 17h;
  • Projeto da Talita Romatti – “Doe Lenço Doe Alegria” – estão sendo arrecadados lenços nos Campus I e II da instituição para serem doados ao Banco de lenços da quimioterapia do Hospital IBCC Oncologia – Campus I, Rua Prof. Enéas de Siqueira Neto, 340 – Interlagos (SP), e Campus II, Rua Isabel Schmidt, 349 - Santo Amaro (SP).  


Infográfico: Monique Soares

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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Desemprego cresce 27,6 % nos últimos 4 meses


Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, o mês de agosto teve cerca de 3 milhões de desempregados a mais que o início de maio deste ano.


Por: Livia Alves

Pesquisa divulgada no dia 23 de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirma que, como consequência da pandemia, o mês de agosto terminou com 12,9 milhões de desempregados, quase 3 milhões a mais do que fora registrado no início do mês de maio.

Entre as regiões mais afetadas pelo desemprego, as maiores taxas foram observadas no Nordeste com 15,7%, Norte com 14,2% e no Sudeste 14,0%. As regiões que tiveram taxas inferiores foram Centro-Oeste com 12,2% e Sul com 10,0%. Segundo IBGE, a Região Sul foi a única a apresentar queda da população desempregada.  


Com a flexibilização, a busca por empregos formais e informais voltaram a crescer. De acordo com a pesquisa, agosto encerrou com 27,9 milhões trabalhadores informais. Os dados apontam que apesar do aumento, esses profissionais buscam por empregos formais e com carteira assinada.

A estudante Gabriela Dellamora Paim, que trabalha como tradutora e ilustradora freelancer, afirma ter receios pela falta de segurança da informalidade. “O trabalho informal nos faz perder benefícios importantes, desburocratiza os processos da empresa que nos contrata e coloca vários direitos (trabalhistas) do empregado em risco”, afirma.

Dellamora também comenta como o isolamento social afetou seus negócios, “As empresas deixaram de procurar pessoas do meu ramo por um tempo (no início do isolamento social), mas agora as coisas estão voltando. Ainda sim, querem pagar menos por mais por causa da crise”, diz.

A Ilustradora Gabriela Paim comenta a falta de oportunidades no mercado para pessoas sem especialização, mesmo com experiência. “Não ter currículo com faculdade tem sido uma pedra no caminho. Eu tenho um ótimo currículo como tradutora, só não tenho faculdade. Ainda assim preferem alguém que tenha especialização”, afirma.

A pesquisa aponta que mulheres de cor preta ou parda e jovens entre 14 a 29 anos tiveram um percentual maior de desemprego do que homens e pessoas brancas. Profissionais com nível superior completo ou pós graduados tiveram menores taxas.

Freelance como assistente de loja e garçonete, Deise Godoi aponta que existe preconceito entre os empregadores, e que falta oportunidade para novos trabalhadores. “É bem escasso de oportunidade. Tive problemas com relação ao “padrão”, tenho uma tatuagem chamativa, cabelo curto, sem falar que diversas empresas têm receio de contratar jovens. Acham que jovens não tem uma responsabilidade tão grande”, explica.

Deise também aponta as dificuldades de ter um trabalho que não é formalizado, “No trabalho informal, as vezes eu consigo ganhar mais, mas não é garantido todos os dias porque é muito dispensável o freelancer, é muito substituível. Dependendo do movimento eles param de contratar, sem falar que não tem fundo de garantia, PIS, décimo terceiro, a gente não tem nada disso. Tem trabalho que não tem flexibilidade de horário, eles fazem a gente cobrir um turno, dois”, afirma Godoi.  

O doutor em economia, especialista em finanças públicas e professor da Universidade Santo Amaro (UNISA), André Martins de Almeida, observa que sobretudo os jovens, inclusive os universitários, sempre estiveram entre os mais afetados pelo índice de empregabilidade. “Segundo informações do IBGE-PNAD, em 2019, o desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos já era mais do que o dobro do resto da população brasileira. Isto é, a taxa de desemprego entre os jovens estava em 26,6% enquanto da população em geral estava em 12,4%. Agora, durante a pandemia, em nível mundial, com certeza a queda econômica desempregou muito os jovens”, detalha o professor.

O docente da Unisa aponta dados referente aos jovens que, mesmo empregados, também foram afetados pela pandemia, “O diretor do departamento de política de emprego da importante Organização Internacional do Trabalho (OIT), Sangheon Lee disse que “(...) a pandemia da Covid-19 tem um impacto sistêmico, profundo e desproporcional sobre os jovens”. Para Sangheon Lee, mesmo aqueles jovens que permaneceram empregados após o início da pandemia viram as suas rendas caírem por conta da redução das horas de trabalho”, diz.

O especialista comenta que não existe fórmula mágica para resolver esta situação, mas que existem alternativas para que o índice de desemprego diminua. “Mais do que criar programas o governo federal deve estabilizar a economia, isto é, entre outros fatores controlar a inflação, o déficit público e estimular o PIB. Neste ambiente de pandemia, por exemplo, o governo federal poderia estimular o PIB do país por meio de políticas fiscais expansionistas, principalmente atuando na redução da carga tributária do país”, conta.

 


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